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Resenha: Vingança

“– A vida é tão complexa que mal conseguimos ser a pessoa que deveríamos. Em vez disso, usamos máscaras e criamos barreiras para lidar com o medo e a rejeição, o arrependimento, a ideia de que alguém talvez nos ame como somos em nossa essência, que alguém talvez não entenda nossas motivações. Quero estudar a verdade da vida, não a superfície. Há beleza em toda parte; mesmo na escuridão há luz, e é a forma mais rara.”

Autora: Catherine Doyle
Editora: Agir Now
N° de Páginas: 288

Nota:




Sinopse: Aos 16 anos, Sophie leva uma vida tranquila no subúrbio de Chicago, trabalhando no restaurante da família e passando tempo com sua melhor amiga. Mas um erro de seu pai a transformou em uma pária, o que torna a mudança de uma misteriosa família italiana para um casarão abandonado das redondezas sua única chance de conhecer alguém que não saiba sobre seu passado. Sophie se vê fascinada por um dos cinco irmãos, Nic, um garoto que se interessa não pela infâmia da família, e sim por ela mesma. Mas as coisas não são como parecem, e com a paixão surge o perigo de Sophie tomar decisões que podem colocar em risco seu amor, sua família e até sua própria vida.


Opinião: Antes de comprar esse livro, havia lido inúmeras resenhas sobre ele, muitas eram positivas e muitas eram negativas. Por isso, resolvi tirar as minhas próprias conclusões e arriscar nessa leitura que prometia uma história incrível.
Bom, a minha primeira impressão do livro foi mediana, a leitura era apenas um passatempo e nada além disso, não havia nenhum ponto na história que me surpreendesse. A autora também pareceu que começou o enredo sem saber qual caminho escolheria para os personagens, por isso, o começo do livro não tem um foco principal e acaba ficando cheio de pontas soltas. O enredo acabou tornando-se fraco por enfatizar clichês de adolescentes em todos os capítulos, a leitura foi se arrastando por boa parte do livro, mas, nem tudo está perdido nessa obra, a partir da metade do livro, segredos acabam vindo à tona e movimentam a história. O desfecho da obra é só emoções, me pareceu que todos os momentos de ação que o livro prometia a autora resolveu guardar para o final. Portanto, posso dizer que mesmo a trama tendo pontos negativos, conseguiu me surpreender muito, e por esse motivo acabei dando cinco nuvens na classificação geral.
A autora se inspirou muito em Shakespeare, já que o casal principal da obra pertence a famílias rivais, o que lembrou muito Romeu e Julieta. Além disso, algumas citações do autor são usadas no começo de determinados capítulos. Outro ponto que me deixou bastante surpresa, é que em certos momentos da história parecia que a autora estava querendo criar um triângulo amoroso, mas acabou que ela não adentrou demais nessa ideia e acaba ficando tudo apenas na vontade do leitor. A mesma ainda instiga o leitor a olhar além das máscaras dos personagens e descobrir quem eles são de verdade, tenho que admitir que achei isso um máximo.
Para mim, o livro terminou de forma prematura, não que isso seja ruim, porque assim podemos usar a imaginação para dar um desfecho para a história. Mas acabou deixando o leitor cheio de perguntas que infelizmente não foram respondidas, e gostaria muito de ver como a autora fecharia esses pontos. Contudo, não me arrependo de ter dado uma chance ao livro. Posso dizer que tudo que escrevi aqui foram apenas as minhas perspectivas da obra, por isso, você pode ter outras completamente diferentes e então vale muito a pena ler e descobrir por si só.


 “– Não podemos impedir a inevitabilidade da morte. Ela chega de um jeito ou outro e, no final, nos leva para o mesmo lugar. Sentir muito pela morte é como sentir muito pelo sol brilhar ou a chuva cair. As coisas são o que são.”

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