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Crônica: Doce Mente

Todos os dias quando acordo, encontro a mesma mesmice. A mesma rotina, os mesmos rostos, as mesmas conversas, as mesmas preocupações e até consigo encontrar as mesmas provocações. E é claro que consigo encontrar no lado mais sombrio do meu ser, os piores medos.
Mas o cenário muda todas as noites. Quando deito para enfim relaxar e esquecer-se de tudo pelo menos nas próximas oito horas. Meus pensamentos sempre estão em um turbilhão, e às vezes sem nem mesmo perceber, acabo criando um mundo paralelo. Nesse lugar consigo ser quem realmente sou sem precisar seguir padrões expostos por uma sociedade medíocre. Posso ir onde eu quiser, sem me preocupar com o tempo, até porque nesse mundo temos o infinito e um pouco mais.
O mais é engraçado, é que os medos parecem não existir. Vivemos o que sempre sonhamos para nós, sem conflitos, sem inimigos, só há amor e tranquilidade. Todas as nossas diferenças foram resolvidas em uma simples mensagem, onde o egoísmo ficou de lado e falamos simples assim, sem peso na consciência o que um significava para o outro. Quando o sono enfim chegava, dormia então com um punhado de esperança, que pode ser algo mágico, se usado com sabedoria. Imaginando que na manhã seguinte iria sair da mesmice de sempre, encontrando uma mensagem sua na tela do meu celular. Falando dos nossos erros bobos, do nosso falso perdão, das promessas que falharão e das que foram deixadas para trás.
Ah, como eu queria que quase tudo que pensássemos se tornasse realidade.  Pois, em uma mente criativa nem tudo são flores. Alguns desejos são sombrios, mas sempre acabo me esquecendo deles quando você se torna o desejo mais importante de todos. Seguirei na minha mesmice, sonhando acordada durante o dia e durante a noite também. O pozinho mágico chamado esperança, ainda estará comigo, pois quem sabe um dia, paramos de criar mundos paralelos, conseguindo assim distinguir o que é real e o que é nossa imaginação trabalhando para não nos sentirmos tão solitários. Quem sabe conseguimos deixar o orgulho de lado e tomamos uma iniciativa, dizendo que ter um ao outro apenas em um mundo paralelo não é o suficiente, que a vida é curta e devemos agir agora enquanto ainda há tempo.
Quem sabe um dia a minha doce mente me deixe enfim partir, para os seus braços quem sabe ou para a vida. Não importa mais, pois a única certeza que tenho é que não quero mais viver nesses dias sombrios. 
Crônica de minha autoria. Manter os créditos!!!

2 comentários:

  1. Olá!
    Parabéns pela crônica, adorei!! Muito bem escrita *-*

    Beijos

    relicariodehistoriasma.blogspot.com

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