23/02/2018

Resenha: As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago (#1)


Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
N° de Páginas: 105
Nota: 





Sinopse: A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.



Opinião: Antes de tudo, gostaria de avisar que o número total de páginas do primeiro livro e o número da página das quotes que vocês irão encontrar aqui na resenha são referentes ao volume único das Crônicas de Nárnia.

               As Crônicas de Nárnia tornou-se especial para mim por causa dos filmes, era tanta magia e fantasia misturada em uma só trama que não havia como não amar. Sempre tive a certeza que os livros seriam tão bons quanto os filmes, e por isso, uma das metas de 2018 era dar início a essa leitura. Ao todo são sete livros que compõem a série, e eu conversei com vocês lá nos stories que iria ler cada um deles durante o ano, intercalando com outra leitura e sem ânsia para terminar.

               O primeiro livro foi concluído com sucesso e eu posso afirmar que foi uma leitura surpreendente. Em parte, por causa dos personagens que são muito carismáticos, e em outra, porque o autor intercala os ambientes onde se passa a história, surpreendendo o leitor a cada capítulo. A escrita do Lewis é de fácil compreensão na maior parte do livro, em alguns momentos aparecem algumas palavras que para muitos podem ser insólitas, mas que proporciona conhecimento ao leitor.

               Como eu apenas havia assistido aos filmes, descobrir a origem do poste com a chama que aparece em meio à neve no primeiro filme, como o guarda-roupa que é o portal para Nárnia foi criado e como a feiticeira que atormenta os cidadãos de Nárnia chegou ao lugar, por exemplo, foi o auge do livro para mim. Além disso, o livro também é repleto de magia e cita até a criação de uma árvore de puxa-puxa, que sem duvidas poderia ter feito parte dos cenários dos filmes.

               O primeiro livro sempre é especial por deixar aquele gostinho de “quero mais” no leitor, e esse foi especial por mostrar o início de tudo, o primeiro rugido de Aslam e a criação de Nárnia, algo que quem assistiu apenas os filmes – como eu havia feito – ainda não teve chance de presenciar.  As aventuras estão apenas começando para mim nessa maratona de Crônicas de Nárnia! 


Quotes favoritas:
“– Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!” – Pág. 64

“Todos conquistam o que desejam, mas nem sempre se satisfazem com isso.” – Pág. 92

“Quando as coisas vão mal, parece que vão de mal a pior durante certo tempo; mas quando começam a ir bem, parecem cada vez melhores.” – Pág. 96

10/02/2018

Resenha: Duff


“Não importa aonde você vá ou o que você faça para se distrair, a realidade alcança você.” – Pág. 152

Autora: Kody Keplinger
Editora: Globo Alt
N° de Páginas: 328
Nota: 





Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

Opinião: Procurava algo na Netflix para assistir quando me deparei com “Duff”, assisti ao filme mais de uma vez, porém não sabia que o livro havia sido publicado no país. Decidi que eu precisava conhecer a história de Bianca Piper através do livro, e sinceramente, eu não achei nenhum ponto de semelhança entre a história original e a adaptação cinematográfica.

               O enredo e, principalmente, o rumo que cada personagem tem no livro, além da feição de cada um deles, não coincide com o filme. Não sei o motivo de os diretores do filme terem escolhido seguir por um caminho totalmente diferente do que a autora escreveu. Por isso, se você assistiu o filme e quer ler o livro, ou vice e versa, recomendo não tentar encontrar semelhanças (como eu fiz) porque você só vai tirar decepções dessa escolha.

               Bom, deixando o filme um pouquinho de lado, vamos falar sobre o livro. Achei uma leitura super tranquila, a escrita da autora é de fácil compreensão e é um típico livro que em dois dias você já conclui a leitura. Os personagens são carismáticos e com histórias pessoais que fazem com que o leitor queira avançar cada vez mais rápido no livro para descobrir tudo.

               Teve apenas um detalhe do livro que me deixou um “pouquinho irritada”, digamos assim.  Dois ou três capítulos seguidos eu tive a impressão que estava lendo a mesma coisa. Os personagens principais, Bianca e Wesley já estavam me tirando do sério, pois sempre que se encontravam era a mesma birra, as mesmas conversas e as mesmas ações, é como se o enredo não saísse do lugar e a autora estivesse apenas preenchendo os espaços que precisava da obra. Então, quando finalizei a leitura, fiquei pensando se daria 5 ou 4 nuvenzinhas para o livro, resolvi, depois de um impasse, dar 5 nuvenzinhas, pois o enredo em si me surpreendeu muito, mesmo sabendo que ele poderia ter sido mais explorado pela autora.

               Em suma, foi uma leitura que eu gostei bastante, que além do romance, aborda temas bem interessantes, como a rotulação que existe no ensino médio, onde as meninas sempre precisam seguir um padrão para serem aceitas e como uma atitude pode desencadear uma série de acusações e vir seguida do bullying. É um livro fofo, mas que também transmite lições que podem ser absorvidas pelo leitor, é uma leitura super válida. 

03/02/2018

Resenha: Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor

Autora: Mary E. Pearson
Editora: DarkSide Books
N° de Páginas: 128
Nota:




Sinopse: Quando o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio chegou ao Brasil, os leitores souberam na hora que era amor à primeira vista. A jornada de Lia — repleta de aventura, fantasia, poder e romance — fez com que os darklovers se entregassem de corpo e alma a um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson. Mas antes que fronteiras tivessem sido traçadas, antes que tratados fossem assinados e batalhas fossem travadas novamente, antes que os grandes reinos dos Remanescentes tivessem até mesmo nascido, uma menina chamada Morrighan e sua família lutavam para sobreviver em meio à guerra. Com uma narrativa apaixonante e poética, Mary E. Pearson transpõe as barreiras culturais em nome do amor e traz respostas e ternura a todos que estavam com saudades das belas crônicas. Publicada apenas em formato digital no exterior, a DarkSide Books presenteia seus leitores com uma edição única no mundo inteiro: Crônicas de Morringhan chega às livrarias com a amada capa dura e ainda traz uma apresentação exclusiva da autora para os fãs brasileiros que transformaram a série em um sucesso. Se você ainda não conhece a trilogia das Crônicas de Amor e Ódio, esse prelúdio é um primeiro beijo inesquecível, mas se você já entregou seu coração, Crônicas de Morringhan é um mergulho ainda mais profundo no universo criado com tanto carinho e inspiração por Mary E. Pearson.


Opinião: Durante a leitura da trilogia “Crônicas de Amor e ódio”, o leitor acompanha em alguns inícios de capítulos os Testemunhos de Gaudrel, onde uma Ama (avó) conta histórias para uma criança para que essa seja sua fonte vital, já que em meio a uma guerra, onde precisam se esconder dos abutres, a comida é escassa. Essa criança é Morrighan, que deu nome ao maior dos Reinos Remanescentes. Quando eu soube do lançamento da DarkSide Books, que daria aos fãs da trilogia um prelúdio da história de Morrighan, que acabamos conhecendo através de Lia, soube que seria mais um caso de amor proveniente de Mary E. Pearson.

               A leitura foi simplesmente fantástica, após acompanhar os Testemunhos de Gaudrel através dos livros principais, já estava familiarizada com o estilo de diálogo entre a Ama e Morrighan, mas nesse livro em específico, podemos conhecer a história em detalhes e entender mais sobre a relação das duas.

               O amor, assim como nos outros volumes da trilogia, é o tema principal da obra. Morrighan, que aos poucos desvenda os mistérios de sua origem, e em meio a essa jornada em que é a sua vida e a de sua tribo, encontra um grande amor, um amor puro, que emerge sem se importar com descendência e deixa de lado, nem que seja por um período do dia, a guerra entre as tribos e os abutres proveniente, principalmente, da escassez de mantimentos.

               Crônicas de Morrighan é uma breve leitura, mas que não deixa de inspirar o leitor a cada página lida. É um livro lindo de ser lido, todos os fãs da trilogia deveriam conhecê-lo. Eu posso afirmar que não me canso desse universo criado pela autora Mary E. Pearson, e espero que mais lançamentos cheguem para nós pelas mãos da caveirinha. Ah, e por falar na editora, à edição que eles prepararam para esse livro está simplesmente linda. Além de ser capa dura, o “miolo” do livro é dourado e quando reflete a luz é possível ver brilhinhos (apaixonada)! Confesso que para deixar a edição ainda mais magnífica, falta um autógrafo da Mary E. Pearson nas páginas iniciais, quem sabe um dia né?! <3 


Quotes Favoritas:
“Eu ansiava por todos os nossos ontens.” – Pág. 51

“Eu sou seu, Morrighan, para sempre seu... e, quando a última estrela do universo piscar em silêncio, eu ainda serei seu.” – Pág. 56

“Nós já perdemos demais. Nós nunca devemos nos esquecer de onde viemos, para que não repitamos a história. Nossas histórias devem ser passadas para nossos filhos e para nossas filhas, pois, com apenas uma geração, a história e a verdade são perdidas para sempre.” – Pág. 59 

27/01/2018

Resenha: Terra de Histórias – O Feitiço do Desejo

Autor: Chris Colfer
Editora: Benvirá
N° de Páginas: 384
Nota:




Sinopse: Os irmãos gêmeos Alex e Conner estão vivendo os piores dias de suas vidas. Para tentar alegrá-los, no aniversário de 12 anos, a avó os presenteia com o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. E a magia volta a tomar conta da vida dos dois – de verdade!

               Assim como Alice chegou ao País das Maravilhas após cair num buraco do coelho, Alex e Conner são sugados pelo livro e vão parar dentro do mundo dos contos de fadas. Lá, descobrem o que aconteceu com os personagens após o “E foram felizes para sempre!”. Cachinhos Dourados, por exemplo, é uma fugitiva, Chapeuzinho Vermelho tem seu próprio reino e Cinderela, agora rainha, está prestes a se tornar mãe.

               Mesmo em meio a tantas surpresas, os gêmeos não têm tempo a perder: precisam voltar para casa antes que o livro se feche e a mãe dê queixa do desaparecimento deles. Para que o Feitiço do Desejo se cumpra, Alex e Conner têm de desvendar as pistas deixadas em um diário. Eles só não podiam imaginar que mais alguém estava no rastro e faria de tudo para atravessar para o mundo real no lugar deles: a Rainha Diabólica. 


Opinião: Quem acompanha o blog ou o nosso perfil no Instagram, sabe que eu sou completamente apaixonada por contos de fadas e por livros de fantasia. Agora imagine um livro que reúne os dois gêneros, “Terra de Histórias” veio para se tornar a minha coleção favorita da estante e me fez começar 2018 com o pé direito.

               A escrita do autor é leve, fácil de ser compreendida. Além disso, os capítulos fluem super rápido, o leitor vai mergulhando nas aventuras vividas pelos gêmeos e quando se dá conta, já está prestes a descobrir o desfecho do livro. Os personagens são muito carismáticos -e junto com o ambiente repleto de magia e alguns perigos -, completam o enredo.

               Em alguns momentos gostaria ter tido a oportunidade de presenciar as paisagens dos Reinos da Terra de Histórias junto com Alex e Conner. As descrições fazem com que transborde magia das páginas. E para mim, foi incrível e inovador como os personagens dos contos de fadas que conhecemos foram retratados no livro, desde a parte emocional até a parte física, foram descritas de uma forma que eu jamais imaginei (super diferente das versões de alguns livros e das versões da Disney), e também, as lições de cada conto de fada são trazidos à tona na obra e muitos deles foram novidades para mim.

               As contribuições para a construção do enredo de personagens como a da Rainha Diabólica (Rainha Má); Chapeuzinho Vermelho; Cachinhos Dourados e Branca de neve foram surpreendentes. Além disso, a conclusão do primeiro livro me deixou ainda mais intrigada com esse lugar cheio de magia e mistérios, e super ansiosa para continuar a acompanhar as aventuras dos gêmeos.

               “Terra de Histórias” é uma série de livros que têm todos os pontos que uma obra de fantasia necessita para encantar o leitor. Foi uma leitura única, diferente de tudo que já li do gênero. É um livro que remete a infância, a magia que toca cada criança quando se depara com um conto de fadas, e claro, para ouvir boas histórias não importa a idade.  


Quotes favoritas:
“Às vezes nos esquecemos das nossas qualidades porque nos concentramos demais naquilo que não possuímos.” – Pág. 50

“Eu prefiro morrer tentando a viver o resto da vida imaginando se teria conseguido ou não.” – Pág. 130

“Não importa o que faça, você jamais consegue agradar a todos. Essa foi a lição mais difícil que tive de aprender. Na verdade, ainda estou aprendendo.” – Pág. 170

“Coragem é a única coisa que ninguém é capaz de lhes tirar.” – Pág. 318

“O mundo sempre preferirá conveniência à realidade. É muito mais fácil odiar, culpar e temer do que compreender. Ninguém quer a verdade. Todos querem o entretenimento.” – Pág. 333

24/01/2018

Resenha: O Jardim Secreto

Autora: Frances Hodgson Burnett
Editora: Martin Claret
N° de Páginas: 296
Nota:




Sinopse: Descendente da aristocracia inglesa – mas nascida e criada na Índia – Mary Lennox é uma menina de dez anos que vê sua vida se transformar após a perda dos pais, obrigando-a a se mudar para a Inglaterra e morar com um tio que nunca conheceu. Em meio à mansão no condado de Yorkshire, Mary começa a desbravar os segredos escondidos ali, eliminando as ervas daninhas que encobrem os caminhos que levam ao secreto jardim e fazendo amizades que transformam sua trajetória e a de todos ao seu redor.


Opinião: Finalizei a leitura de “O Jardim Secreto” em um dia e meio. Quando dei início a leitura, não sabia ao certo como seria o enredo criado pela autora, o que poderia esperar da obra, e se iria me afeiçoar aos personagens. Mas posso dizer a vocês que o livro me surpreendeu em todos os aspectos possíveis.

               Primeiramente, tive muita facilidade na leitura por conta da diagramação do livro. A divisão dos capítulos é excelente, em média dez páginas cada, para mim que não sou muito fã de capítulos gigantes facilitou muito na hora da leitura, além da leitura fluir mais rápido. Outro ponto super positivo, é essa edição maravilhosa da editora Martin Claret, que conta com muitas ilustrações e com um sumário que além de ser uma graça, complementa a obra.

               Em relação aos personagens, encontramos figuras únicas. Cada um com a sua cultura e com personalidades totalmente diferentes. Acompanhamos a jornada de Mary, uma menininha que nunca foi amada pela sua família e por isso, nunca aprendeu a amar alguém. O leitor presencia o seu crescimento como pessoa no momento em que ela começa a interagir com os mais variados personagens da obra, e descobre o poder da amizade e do amor, e como ele pode ser reconfortante, seja esse amigo um pássaro ou um humano.

               O enredo do livro é construído em uma casa antiga, com muitos cômodos e jardins, que carrega entalhado em cada parede muitas histórias, algumas que transbordam alegria e outras que transbordam tristeza. Além disso, mistérios pairam no ar, o que atiça a curiosidade de Mary para desvendá-los.

               O livro foi escrito em 1911, o clima construído pela autora é tão leve, com personagens tão carismáticos, que me senti em um daqueles filmes da sessão da tarde. E por falar em filme, descobri que existe uma adaptação cinematográfica do livro e já estou bem ansiosa para assistir, pois acho super válido ver como seria esse “jardim secreto” que transborda beleza.

Quem gosta de livros no estilo fantasia, vai amar a leitura de “O Jardim Secreto”, é um livro que pode encantar o leitor do início ao fim não importando a idade que você tenha. 


Quotes favoritas:
“A abóboda celeste parecia muito alta e as nuvenzinhas brancas como a neve pareciam pássaros brancos flutuando com as asas abertas debaixo do azul cristal. O vento soprava em grandes e suaves baforadas que vinham da charneca e era singular com um aroma de doçura claramente silvestre.” – Pág. 210/211

“Uma das coisas estranhas de viver no mundo é que apenas de vez em quando você tem certeza absoluta de que vai viver para sempre e sempre e sempre.” – Pág. 213

“Talvez o começo seja apenas dizer que coisas boas vão acontecer até você fazer com que elas aconteçam.” – Pág. 233

“Uma das novas coisas que as pessoas começaram a descobrir no século passado era que os pensamentos – apenas meros pensamentos – são tão poderosos quanto baterias elétricas – fazem tão bem para uma pessoa quanto a luz do sol, ou tão mal quanto um veneno.” – Pág. 271

“Permitir que um pensamento triste ou um pensamento mau penetre na sua mente é tão perigoso quanto deixar uma bactéria de escarlatina entre em seu corpo. Se você permitir que ela permaneça lá depois de ter entrado, você nunca se recuperará enquanto viver.” – Pág. 271

“Onde se cuida de uma rosa, meu rapaz, uma flor de cardo não consegue florescer.” – Pág. 272